Resumo da fonte: Rafaela Silva venceu Prisca Awiti, enquanto Bia Souza perdeu para Raz Hershko no golden score na estreia do judô no Spaten Fight Night

Campeã na Rio-2016, Rafaela Silva superou a mexicana Prisca Awiti em confronto inédito. Já Beatriz Souza, ouro em Paris-2024, perdeu para a israelense Raz Hershko pela primeira vez na carreira em reedição da última final olímpica

Campeãs olímpicas e donas da festa! As judocas Rafaela Silva e Beatriz Souza entraram no tatame neste sábado (29) em um evento de entretenimento voltado às artes marciais e mostraram porque são atletas de excelência. A primeira delas, medalha de ouro na categoria até 57kg na Rio-2016, abriu a disputa da modalidade e derrotou a mexicana Prisca Awiti, prata em Paris-2024 na até 63kg. A carioca de 34 anos superou a adversária com um yuko e um wazari. Pouco depois, a paulista, 28, fez a reedição da final da Olimpíada disputada na capital francesa contra a israelense Raz Hershko na acima dos 78kg. Diferente do que aconteceu há dois anos, desta vez a rival levou a melhor com um yuko no Golden Score.

+ SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK

O judô debutou no evento denominado de Spaten Fight Night apenas em sua terceira edição. Rafaela Silva e Prisca Awiti lutaram pela primeira vez na história, já que a brasileira mudou de peso recentemente. A mexicana já competia na categoria até 63kg, mas a judoca nascida no Rio de Janeiro lutava anteriormente na até 57kg. Do outro lado, Beatriz Souza viu seu retrospecto positivo diante de Raz Hershko cair um pouco. Agora, a paulista soma seis triunfos contra um da israelense. Depois de Paris-2024, as duas lutaram apenas só mais uma vez e foi na semifinal do Grand Prix de Lima em 2026, com êxito da brasileira.

Beatriz Souza voltou a encarar uma adversária que marcou definitivamente sua trajetória no judô. A campeã olímpica brasileira teve pela frente a israelense Raz Hershko, justamente a rival que derrotou na decisão dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Na capital francesa, Bia disputou sua primeira edição olímpica e conquistou o título da categoria acima de 78kg. Na época, a paulista venceu na final ao conseguir um wazaari e passou a integrar o grupo de campeões olímpicos brasileiros do judô, ao lado de nomes como Aurélio Miguel, Rogério Sampaio, Sarah Menezes e Rafaela Silva.

A participação de Beatriz Souza em Paris ainda terminou com uma segunda medalha. Na disputa por equipes mistas, a brasileira contribuiu para o bronze. Diante da Itália, ela venceu Asya Tavano após conseguir um wazari e, posteriormente, completar o ippon com imobilização. O Brasil superou os italianos por 4 a 3 e terminou em terceiro. Raz Hershko, por sua vez, chegou a Paris já com experiência olímpica. A israelense havia estreado em Tóquio-2020, quando conquistou o bronze por equipes mistas. Naquela campanha, Israel eliminou o Brasil na repescagem e depois garantiu lugar no pódio contra a equipe do Comitê Olímpico Russo.

Outro confronto de destaque do Spaten Fight Night colocou Rafaela Silva diante de Prisca Awiti. Aos 34 anos, a brasileira carrega no currículo títulos olímpicos e mundiais que a colocam entre os principais nomes da história do judô nacional. A carioca alcançou um feito inédito em agosto de 2013, no Rio de Janeiro, quando se tornou a primeira mulher brasileira campeã mundial da modalidade. Três anos mais tarde, também diante da torcida carioca, conquistou o ouro olímpico nos 57kg. Na decisão dos Jogos Rio 2016, derrotou a estadunidense Marti Malloy.

O segundo título mundial da brasileira veio em 2022, em Tashkent, no Uzbequistão. Na decisão da categoria até 57kg, Rafaela Silva superou a japonesa Haruka Funakubo com um waza-ari e voltou ao topo do pódio mundial. Nos Jogos de Paris 2024, ela acrescentou mais uma medalha olímpica ao currículo ao integrar a equipe brasileira que conquistou o bronze na competição mista. Rafaela Silva teve papel decisivo no confronto contra a Itália, que terminou com vitória do Brasil por 4 a 3. Depois de já ter derrotado Veronica Toniolo por ippon, ela foi sorteada para lutar novamente quando o duelo ficou empatado em 3 a 3.

Na ocasião, a brasileira conseguiu uma queda logo no início. O lance não recebeu pontuação inicialmente, mas a revisão da arbitragem confirmou o wazari que definiu a medalha brasileira. Adversária de Rafaela Silva, Prisca Awiti nasceu na Inglaterra, é filha de pai queniano e mãe mexicana e representa o México internacionalmente. A judoca participou de duas edições dos Jogos Olímpicos, em Tóquio 2020 e Paris 2024. Foi na França que ela alcançou o maior resultado da carreira. Competindo nos 63kg, a mexicana venceu quatro combates e chegou à disputa pelo título. Na final, acabou superada pela eslovena Andreja Leski

Competição reuniu 323 judocas de 25 federações em Santa Catarina; 14 categorias individuais tiveram...

Brasileiro reage na final, supera Danil Lavrentev por ippon e conquista o primeiro ouro...

São Paulo lidera o primeiro dia do Brasileiro de Judô Juvenil com três ouros,...

Começou o Grand Slam de judô de Lausanne 2026, e da melhor maneira possível...

Material importado automaticamente. Confira a fonte, revise o texto e publique quando estiver adequado para o portal.